Internet das Coisas transforma ficção em realidade
  • Author:Aline Lima
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Internet das Coisas transforma ficção em realidade

Com a promessa de conectar todos os dispositivos eletrônicos à rede mundial de computadores, a Internet das Coisas (IoT) transforma ficção em realidade. Será que estamos perto de uma revolução das máquinas, como propõe o filme “Eu, Robô”?

O filme “Eu, Robô” foi lançado em 2004 pelos estúdios Fox e estrelado por Will Smith. Ele foi baseado no livro de mesmo nome do autor Isaac Asimov, que o escreveu na década de 50.

No livro o autor relata uma realidade distante para a sua época, onde prevê a coexistência de robôs inteligentes e seres humanos no ano de 2035, onde o mesmo apresenta as 3 leis da robótica, que foram bastante exploradas no filme. São elas:

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª Lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

Mais tarde Asimov acrescentou a “Lei Zero”, acima de todas as outras: um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal.

O filme traz alguns elementos que, para a época em que o livro foi escrito, eram totalmente impossíveis de serem concretizadas, mas hoje em dia já fazem parte do nosso dia-a-dia através dos sensores inteligentes e conectados à rede através da Internet das Coisas (IoT), pelo menos algumas delas e outras que estamos bem próximos de alcançar. Destaco os elementos a seguir:

Hologramas

No filme, as pessoas possuem dispositivos móveis capazes de reproduzir hologramas com facilidade e a qualquer momento.

Em 2012, no festival de música Coachella, foi apresentada uma música ao vivo com o holograma do cantor de rap Tupac Shakur, morto em 1996. A apresentação se tornou ainda mais interessante quando o cantor Snoop Dog passou a “dividir” o palco com Tupac, como de fato ambos estivessem sobre o palco.

Vejam o vídeo:

Comandos de voz

No filme o recurso de comandos de voz é bastante utilizado, sendo natural para os cidadãos acionar dispositivos e obter informações apenas com um simples comando de voz.

Hoje em dia temos acesso a tais recursos em nossos smatphones, sistemas operacionais em alguns modelos de televisões e até mesmo nos carros.

Carros autônomos

O detetive Spooner, personagem de Will Smith, “dirigia” um automóvel extremamente inteligente, podendo o mesmo agir de forma autônoma, sendo capaz de se locomover sozinho, apenas por comando de voz.

Não será preciso esperar até 2035 para ter acesso a este recurso. Hoje em dia já possuímos automóveis autônomos, capazes de estacionar sozinhos através de seus sensores, responder a comandos de voz e até mesmo, levar os passageiros a seus destinos sem a necessidade de interação humana em 100% do tempo.

Inteligência Artificial

Em “Eu, Robô”, além do movimento, fala, visão, audição e processamento de informações, o robô Sony, ainda era capaz de demonstrar sentimentos.

Nos dias atuais, ainda não possuímos tecnologia que reproduza com perfeição a audição e a visão humana, mas já possuímos dispositivos dotados de sistemas de inteligência artificial, que permite a uma máquina, tomar decisões em base nas informações que são repassadas a ele e também de aprender com estas informações.

Chega a ser assustador, mas nós já lidamos com isso sem perceber, através de alguns serviços que nos são oferecidos, como centrais de atendimento telefônico.

A revolta das máquinas

No filme, as máquinas decidem que não querem mais ser submissas aos humanos e decidem subjugá-los. Será que isso também pode ocorrer na realidade?

Com o avanço da inteligência artificial, o poder de processamento das máquinas se tornando cada vez maior e o grande volume de informações a que qualquer dispositivo conectado pode ter acesso, não duvido que a tecnologia um dia chegue a esse ponto.

Não acredito que as máquinas se revoltem contra os humanos, mas sim que, com tamanha interconexão existente já nos dias atuais, basta um hacker mal-intencionado invadir seu telefone, de onde nós costumamos controlar tudo que nos é possível hoje em dia, que não é pouco, para tenhamos um gostinho do que pode nos acontecer, mas este é um assunto de segurança, que trataremos em outro artigo.

Transformando ficção em realidade

Do cenário futurístico previsto por Isaac Asimov, como vimos neste artigo, diversas delas possuem suas funções apoiada pelo uso de internet acoplada aos dispositivos (Internet das Coisas), assunto que está em alta no ramo de tecnologia nos tempos atuais.

Este recurso, ao tempo que pode trazer facilidades e melhores informações que nos permitam tomar as melhores decisões, também pode ser o início de um grande problema, com máquinas assumindo as funções de seres humanos, como no filme, onde os garis, trabalhadores domésticos e outras funções que hoje garantem emprego para um número considerável de trabalhadores, passam a ser realizados por robôs, mas tudo depende da forma como o recurso é empregado, ou seja, depende de nós!

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